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Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Sergipe/Brasil, é graduado em Radialismo pela mesma universidade Federal. É especialista e tem interesses de pesquisas e estudos em Cinema (sobretudo, o brasileiro), Política e Pornografia.

Artigos deste autor:

Arte
Wesley Pereira de Castro

“Mas, afinal, quem vive?”, ou o que pode ser dito sobre uma obra que fala tudo?

Aprioristicamente, não há mais nada a ser acrescentado às variegadas análises que foram feitas sobre este clássico inicialmente subestimado da cinematografia estadunidense. Quando foi lançado, ele resultou num fracasso de bilheteria, o que foi ressignificado a posteriori, quando veio à tona a versão particular do diretor, sem a narração em ‘off’ e o final feliz imposto pelos produtores. Os críticos ocuparam-se em diagnosticar a genialidade da obra, que converteu-se em objeto de culto. E, quanto mais revemos este extraordinário filme, mais descobrirmos algo sobre ele – e, por extensão, sobre nós mesmos…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Tão estúpido e ignorante – e, ainda assim, amado por alguém”: ou de como sentimo-nos diante da genialidade joyceana!

É mui aplaudível que algum cineasta ouse adaptar o mais famoso livro de James Joyce, o que foi feito esplendidamente pelo norte-americano Joseph Strick [1923-2010], num filme que recebeu a capciosa tradução de “A Alucinação de Ulisses” (1967). Por causa da audácia demonstrada pelo realizador, junto ao co-roteirista Fred Haines [1936-2008], este filme mereceu a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Não foi laureado, infelizmente, e causa estranhamento que este petardo fílmico não seja melhor conhecido. Falemos um pouco sobre ele, daqui por diante…

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Música
Wesley Pereira de Castro

Uma canção para a mamãe enquanto hino de vitória: sim, isso é algo absolutamente político!

No dia 14 de maio de 2022, quando ocorreu a Grande Final da sexagésima sexta edição do concurso de canções Eurovision, a banda ucraniana Kalush Orchestra teve uma vitória esmagadora, com a canção “Stefania”. Apesar de ter ficado em mero quarto lugar após a apuração dos votos dos júris nacionais, a participação do público foi decisiva: mais de quatrocentos pontos foram obtidos através dos televotos, de modo que a diferença entre o primeiro colocado e o segundo (no caso, o candidato do Reino Unido, Sam Ryder, e sua canção “Space Man”) foi acachapante. A Ucrânia ganhou de lavada!

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Arte
Wesley Pereira de Castro

“Este é o fim de uma história de amor e dever, em que o dever prevaleceu”: sempre é tempo de falar do que é importante (em todos os sentidos do termo)!

Os dez primeiros episódios da primeira temporada de “The Crown” foram escritos pelo dramaturgo Peter Morgan, que demonstra um nível absoluto de excelência no modo como transita por diferentes gêneros e como biografa alguns personagens que ainda estão vivos – e que poderiam censurar o seu manuseio enredístico de acontecimentos reais. A direção dos episódios, porém, coube a realizadores distintos, o que engendra uma espécie de irregularidade entre os primeiros e os derradeiros episódios, já que a glória vislumbrada no início cede progressivamente espaço aos dilemas entre público X privado no desfecho.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“A pandemia prejudicou o mercado imobiliário: os imóveis estão bem mais baratos que no ano passado”, ou que ótimo e horroroso filme!

Quem adentra a sessão de “A Tristeza” (2021, de Rob Jabbaz) sem saber especificamente do que se trata – caso isso seja possível – pensará tratar-se de uma abordagem existencial sobre a vida pré-matrimonial (o que, de certa forma, procede): somos apresentados a um casal jovem e bonito, que acorda antes mesmo do despertador tocar. Trocam carícias e declaram amor duradouro, até que surge um dissabor inevitável: ela quer viajar nas férias exíguas de que dispõe, enquanto ele recusa, pois aceitara um trabalho importante, no mesmo período. É essa a tristeza enfatizada no título do filme? Sim e não…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Desculpe-me se não te estendo a mão, mas eu venho do estábulo”, ou: mesmo quando é triste, podemos dizer que é ‘gay’?

Realizado em homenagem ao cineasta existencialista Valerio Zurlini [1926-1986], “O Sabor do Grão” (1986, de Gianni Da Campo) possui uma seqüência breve mas deveras assertiva, no que tange à definição de seus interesses: o diálogo em que o diretor da escola em que o protagonista trabalha o repreende por apresentar o romance ‘Cronaca Familiare’ (escrito por Vasco Pratolini, em 1947) para os seus alunos, alegando que este livro requer uma maturidade emocional que não corresponde àquela demonstrada pelos adolescentes matriculados. Não por acaso, este romance foi justamente adaptado por Valerio Zurlini, sob o título “Dois Destinos” (1962). Tudo se interliga, afinal.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

… e se te disserem que desgostas dos filmes de Oscar Micheaux porque foste condicionado para tal?

Após trabalhar como carregador de trens, onde interagia com passageiros ricos e brancos, Oscar Micheaux foi exitoso na aquisição de alguns bilhetes que loteria que garantiram-lhe alguns lotes de terra no Estado norte-americano de Dakota do Sul. Logo estava publicando seus próprios romances e iniciando a realização de filmes mudos, entre eles “Dentro de Nossos Portões” (1920). Os embates raciais eram evidentes em seus enredos, mas ele também ousava tematizar as traições cometidas por determinados membros das comunidades negras, como ocorre com o protagonista de “Corpo e Alma” (1925), um presidiário em fuga que finge ser um reverendo, a fim de usurpar o dinheiro dos fiéis. Trata-se de um de seus melhores filmes, inclusive.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Contra o ‘terror branco’, responderemos com o ‘terror vermelho’”/ “Na Rússia, tudo de importante é decidido em Moscou”: entre uma e outra frase, mais de cem anos!

Apesar de serem produzidos em circunstâncias absolutamente distintas, os filmes aqui analisados possuem uma condução histórico-narrativa que flerta com a linguagem jornalística. Se a produção vertoviana é um predecessor do que veio a ser conhecido como cinejornalismo, o outro documentário assume isso de maneira explícita, visto que é produzido pelo canal televisivo norte-americano CNN. Nos dois casos, deparamo-nos com estratégias propagandísticas, que visam à legitimação do que é proferido por seus personagens reais.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

E quando o pretenso discurso antipropagandístico é também propagandístico, o que a gente faz? [observação: tudo o que fazemos é político!]

Fingindo ser uma realização norte-coreana contrabandeada internacionalmente, “Propaganda” (2012, de Slavko Martinov) serve-se de vasto material de arquivo para expor as limitações democrático-midiáticas ocidentais, a partir de uma crítica incisiva ao modelo imperialista de dominação cultural estadunidense. A fim de hipertrofiar o seu charme denuncista, não há créditos internos, de maneira que o mito da difusão clandestina da produção é reiterado…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Quando eu paro de pensar no futuro, eu volto ao presente”: sobre as verdades que precisam ser vistas, ouvidas e sentidas!

Quem pôde participar da conferência de imprensa que anunciou a programação do festival É Tudo Verdade, assistiu em primeira mão a “Diários de Mianmar” (2022), documentário creditado ao Coletivo Cinematográfico de Mianmar (antiga Birmânia), e que foi recentemente premiado no Festival Internacional de Cinema de Berlim. A opção pela ausência de créditos individuais tem a ver com as perseguições sofridas por quem ousa documentar os abusos de poder cometidos pelo general Min Aung Hlaing, que tomou definitivamente o poder no país, através de um golpe de estado, em 01 de fevereiro de 2021.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Se não fosse a guerra, eu casaria com ela”: mais uma vez, voltaremos a estes assuntos…

Baseado no romance “Sotnikov”, do escritor belarusso Vassil Bykov [1924-2003], “A Ascensão” (1977) permite-nos acompanhar a jornada de dois soldados soviéticos, em meio a um rigoroso inverno e à perseguição inclemente dos nazistas. Na seqüência inicial, alguns aldeões fogem através de uma floresta congelada, quando os protagonistas são escolhidos para buscar comida para as pessoas esfomeadas.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Acerca dos rituais festivos que antecedem as guerras (e que sobrevivem a elas): viva a pujança do cinema folclórico ucraniano!

Consagrado enquanto diretor de fotografia do clássico “Os Cavalos de Fogo/ Sombras dos Ancestrais Esquecidos” (1965, de Sergei Paradjanov), Yuri Ilienko desenvolveu uma carreira paralela enquanto realizador, tendo recebido um surpreendente prêmio no Festival de Cinema de Moscou com seu longa-metragem “The White Bird Marked With Black” (1971). Um de seus filmes mais pitorescos, entretanto, é “The Eve of Ivan Kopalo” (1968), baseado em um conto do escritor Nikolai Gogol [1809-1852], famoso por suas tramas oníricas, antecipando uma versão eslava do surrealismo.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Basta colocar a panela em cima do fogo e comer o que sair, uai!” – ou de como é urgente contextualizar o que testemunhamos…

Num excelente livro, escrito em colaboração com a sua esposa Kristin Thompson, o teórico fílmico norte-americano David Bordwell analisa várias obras hollywoodianas através de um escopo aleatório, a fim de demonstrar algumas recorrências narrativas moldadas pelas convenções de gênero e pelas determinações do ‘studio system’ e do ‘star system’. E é assim que chegamos ao musical “As Garçonetes de Harvey” (1946, de George Sidney – rebatizado como “A Batalha do Pó de Arroz”, em Portugal), que – mesmo visto por acaso, numa sessão dominical de algum canal de TV – traz consigo lições valiosas sobre a lida cotidiana…

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Qual é o formato de teu pénis?” ou de como os (pós)adolescentes norte-americanos tornam-se empreendedores do amor!

Reconfigurando elementos e recursos narrativos que foram adotados em “Embriagado de Amor” (2002) e “Vício Inerente” (2014), obras que alguns cinéfilos consideram atípicas em sua coerente filmografia, “Licorice Pizza” passa-se no Vale de São Fernando, região de Los Angeles em que o diretor cresceu e que ficou famosa pela produção de filmes pornográficos. Estamos em 1973, e os longas-metragens de sexo explícito começam a invadir as salas tradicionais de cinema. É nesse cenário que conhecemos os dois protagonistas.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Nada é justo neste mundo!”: alguns breves comentários sobre os indicados ao Oscar 2022 (com ênfase num filme iraniano esnobado – e outrora favorito)

Para muitos espectadores, a não indicação do filme iraniano “Um Herói” (2021, de Asghar Farhadi) foi surpreendente, já que ele foi lembrado em diversas listas de melhores do ano, além de ter recebido o Grande Prêmio no Festival de Cannes. Vale ressaltar que este cineasta já recebeu dois prêmios Oscar de Melhor Filme Internacional, pelo excelente “A Separação” (2011) e pelo mediano “O Apartamento” (2016).

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Está todo mundo passando fome e tu tens coragem de falar em ordem?!” [o Brasil antes, o Brasil hoje]

Pela similaridade lamentosa com a situação contemporânea do país, é oportuno debater a trindade composta pelos filmes “Vidas Secas” (1963, de Nelson Pereira dos Santos), “Os Fuzis” (1963, de Ruy Guerra) e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1963, de Glauber Rocha), obras-primas inquestionáveis do cinema brasileiro. Deter-nos-emos em particular no segundo destes filmes, merecedor de inúmeros prêmios internacionais, entre eles o Urso de Prata no Festival de Berlim, em 1964.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Estrelas são [como] os furos na lona do circo” (declarem seu amor aos vivos, hoje – isso imortaliza!)

Quando o falecimento ocorre por vias trágicas – e no fulgor da idade – a comoção é ainda maior. E, neste sentido, convém aproveitarmos esta oportunidade para comentar o lançamento do documentário “Já que Ninguém me Tira Para Dançar” (2021, de Ana Maria Magalhães), sobre a trajetória da icônica atriz fluminense Leila Diniz [1945-1972], que morreu num acidente aéreo, numa viagem através da Índia, aos vinte e sete anos de idade, quando voltava de um festival de cinema na Austrália.

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

Se tu sobreviveste à pandemia, siga fazendo-o: o Cinema te dá os parabéns!

Tal como vem acontecendo nos últimos dois anos, as exibições cinematográficas parcial ou completamente ‘on-line’ serão mantidas. Dentre elas, a Mostra do Filme Livre, cuja vigésima edição – após uma breve interrupção – ocorre entre os dias 10 e 16 de janeiro de 2022. Tema comum aos filmes selecionados: a pandemia, justamente!

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Cinema
Wesley Pereira de Castro

“Por que utilizar um código antigo para espelhar algo novo?” (ou “o ano termina, e começa outra vez”…)

Repetindo o mesmo procedimento do já clássico filme de 1999, Neo encontra Morpheus, ingere a pílula vermelha e desperta em seu casulo humano, no centro da enorme colméia de alimentação maquínica. Diferentemente da situação anterior, seu corpo não parece irremediavelmente atrofiado e ele consegue movimentar-se com certa desenvoltura, inclusive percebendo que sua amada Trinity (Carrie Anne-Moss) jaz poucos casulos abaixo do seu. É resgatado por algumas máquinas do bem – sim, agora elas existem! – e levado a uma colônia de rebeldes, onde os eventos do segundo e terceiro filmes são repetidos. Por mais que se tente simular algum perigo irreversível, é tudo previsível na condução da narrativa: alguém exclama “precisamos de um milagre” – e é óbvio que ele ocorrerá!

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