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Dos parques inclusivos aos jardins e espaços imersivos

Dos parques inclusivos aos jardins e espaços imersivos

A importância da Comunicação Aumentativa, Alternativa e Sensorial para a melhoria da qualidade de vida, e uma janela de oportunidades para autarquias com maior cidadania

Cristina Vaz de Almeida (PhD) Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde

Foto – vista do parque Hendrie Street Reserve

Ter painéis de comunicação inclusiva disponíveis nos parques permite a toda a comunidade mais independência, escolha e controle” (Hendrie Street Reserve)

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde tem por missão a melhoria do nível de literacia em saúde da população. E por isso, fornecer contributos sobre o melhor acesso, compreensão e uso dos recursos de saúde que levam a melhoria dos resultados de saúde, qualidade de vida e bem-estar.

E é nesse sentido que abordamos aqui, de forma leve neste artigo, a importância da comunicação aumentativa e alternativa como investimento das comunidades e organizações para uma melhor cidadania. O que significa esta melhor cidadania, é tão somente um olhar mais lato sobre as formas de a tornar mais inclusiva, mais equitativa. No domínio da integração de vários públicos nas comunidades, incluindo aqueles que são pessoas com deficiência, investir em placas de comunicação aumentativa, baseada em códigos e símbolos representados por imagens, pode ser um bom investimento para as comunidades.

No âmbito da transferência de competências de saúde, um caminho para as autarquias investirem

Agora que falamos em Transferência de Competências de saúde para as Autarquias, este pode ser um dos investimentos adequados aos municípios, através da colocação de placas de comunicação aumentativa em parques dos municípios, em locais onde beneficiarão todas as pessoas com deficiência, e por isso tornando-se municípios que promovem mais a saúde, qualidade de vida e bem-estar de todos.

O que é a Comunicação Aumentativa e Alternativa?

A Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) refere-se a outras formas de comunicação além da fala e pode incluir uma variedade de métodos de comunicação diferentes que são usados ​​no lugar ou para melhorar a fala.

Pode incluir (mas não se limita a):

  • Gestos, como apontar
  • Sinal de palavra-chave
  • Apontamento dos olhos e vocalizações
  • Sistemas CAA e tecnologias assistidas

Segundo a Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala (SPTF), a Comunicação Aumentativa pode assumir várias formas pertencendo a uma rede multimodal:

  • fala
  • contactos visuais
  • gestos
  • símbolos pictográficos
  • escrita
  • expressões faciais
  • toque
  • fotografias
  • objetos e partes de objetos
  • sintetizadores ou digitalizadores de fala
  • Outros

Alguns exemplos de comunicação aumentativa:

Fonte: http://tecnologiaassitiva.blogspot.com/2011/07/o-que-e-caa-comunicacao-aumentativa-e.html

Fonte: https://www.assistiva.com.br/ca.html

O parque Hendrie Street Reserve e a mais-valia da comunicação aumentativa

Este é um exemplo trazido da Austrália, e de Portugal, mas podia acontecer em qualquer lugar do mundo mais civilizado que se preocupa com a inclusão dos seus cidadãos. O acesso a comunicação para pessoas com vários níveis de deficiência, tornando assim os espaços mais inclusivos para todos os que acedem.

O primeiro exemplo, criado na Austrália, para fornecer comunicação aumentativa, com diferentes sinais, que tornam os parques mais inclusivos, e onde são integradas várias ‘placas de comunicação’. O parque, neste exemplo referência, é o Hendrie Street Reserve, projetado para garantir a experiência positiva a todos os visitantes, em que a organização Autism SA fez uma parceria com a cidade de Marion.

Neste parque são usados quadros de comunicação inclusiva ​​para partilhar o que a pessoa com deficiência (por exemplo pessoa com autismo) pode ver, dar as suas opiniões ou falar sobre o que as pessoas desejam fazer. Permite ser partilhado com outras pessoas.

Um parque para Todos: o que a comunicação inclusiva pode trazer: as vantagens da cidadania e responsabilidade social

Uma imagem com texto, exterior, árvore, relva

Descrição gerada automaticamente

Legenda: Quadros de comunicação inclusiva, Austrália

Como usar os quadros/placas comunicação, segundo a indicação junto destas placas:

  1. Dizer as palavras enquanto aponta para os símbolos
  2. Incentivar alguém a usar e usar por si
  3. Ler em voz alta, apontar para os símbolos e aguardar uma resposta
  4. Repetir e apontar para o símbolo que se considera que a pessoa pode estar a querer dizer

Para criar quadros de comunicação inclusiva, aceda a: https://globalsymbols.com/

O que disponibiliza este parque inclusivo Hendrie Street Reserve?

Adequação do parque infantil: 0-3 anos, 3-5 anos, 5-12 anos, 12+

Instalações do parque

Equipamento do parque

Desporto

Jardim Sensorial da Aldeia de Santa Isabel (ASI)

Em Portugal o caso do Jardim Sensorial da Aldeia de Santa Isabel (ASI), que permite uma terapia inclusiva sensorial relacionada com o bem estar de todos os que passam por ali, em todo o ciclo de vida e com todas as condições de saúde.

O Jardim sensorial da Aldeia de Santa Isabel, pertencente à Santa Casa da Misericórdia de  Lisboa, utiliza símbolos pictóricos, objetos simples e apelativos para que o visitante faça um percurso qualitativo, emocionante e sensorial. Está especialmente indicado para pessoas com deficiência, crianças e idosos. Um projeto em que tive o grato prazer de participar na sua conceção e génese.

Uma imagem com exterior, recurso, jardim, costa

Descrição gerada automaticamente

Figura 1 JARDIM SENSORIAL ASI – SCML

Sense Garden

Um projeto de imersão em memórias positivas para trabalhar sobre as demências

Sense Garden é uma experiência total na criação de espaços personalizados, virtuais e multissensoriais para pessoas com demência e distúrbios cognitivos.

No âmbito do Programa AAL, foi realizado um grande estudo SENSE-GARDEN entre junho de 2017 e novembro de 2020. 

O ambiente SENSE-GARDEN estimula os cinco sentidos para dar à pessoa com demência a oportunidade de se reconectar com sua história de vida. Desta forma, pretende-se desencadear memórias passadas e melhorar a comunicação com familiares, cuidadores ou pessoal médico, independentemente do estágio de demência em que se encontrem.

As doenças ligadas ao envelhecimento, como a demência, estão a aumentar. A demência é considerada um dos maiores desafios para a saúde e assistência social no século XXI. Cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo têm demência hoje, número que se prevê triplicar até 2050 (EPTA, 2019, p. 6). 

A qualidade de vida desta população pode ser melhorada não só através da utilização de novos medicamentos, mas também pelo domínio em rápido desenvolvimento da tecnologia utilizada em fins médicos, que permitem um melhor cuidado para os idosos em muitas condições médicas.

As tecnologias de promoção do bem-estar, que incluem também uma vida independente e inclusiva, são um grande desafio do 7.º Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento das TIC da União Europeia (Informação e Tecnologia informática), estratégia da UE que foi inicialmente proposta pelo Tratado de Lisboa (UE), com o objetivo de erradicar a pobreza e a exclusão social, incluindo as populações idosas, até 2010. Com base num objetivo ético, os desafios de um impulso económico foram associados a estas propostas para enfrentar uma população europeia envelhecida.

Em 2008, o Pacto Europeu para a Saúde Mental e o Bem-Estar foi aprovado sob a direção da Comissão Europeia, que sublinha a importância da saúde mental para os idosos.

Entre os benefícios do projeto Sense Garden, que é apoiado por todas as estratégias europeias de saúde mental, estão: promover a qualidade de vida dos doentes e dos seus cuidadores; prestar um apoio eficaz ao cuidador para a saúde mental de ambos (cuidador e pessoa com demência), estimular o conhecimento do cuidador e do paciente sobre as alternativas existentes para a saúde mental; envolver serviços e organizações num esforço comum para entender o indivíduo numa situação de fragilidade (por exemplo, demência), como um ser holístico, ético, complexo e dinâmico; melhorar soluções de apoio ao indivíduo, grupo e comunidade com técnicas e metodologias inovadoras (Sense Garden – tecnologia + mente + corpo + emoções); aumentar o número de experiências sensoriais para pacientes, cuidadores e profissionais numa perspetiva de intervenção multidisciplinar; contribuir para aumentar o bem-estar e satisfação do paciente e do cuidador, melhorar a informação e a formação para os cuidadores; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para o aumento do bem-estar e satisfação do doente e do cuidador, melhorando a informação e formação para os cuidadores; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para o aumento do bem-estar e satisfação do doente e do cuidador, melhorando a informação e formação para os cuidadores; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para a redução do indivíduo; contribuir para o aumento do bem-estar e satisfação do doente e do cuidador, melhorando a informação e formação dos cuidadores; contribuir para a redução do indivíduo  fardo do cuidador transferindo parte para a organização e soluções de apoio como o Sense-Garden; Promover o conceito e prosseguir com a divulgação do projeto SG na comunidade científica, reunindo os dados a analisar de forma a melhorar a abordagem à demência. (Sense garden ethics).

Para mais informações sobre comunicação aumentada e alternativa:

A Organização Australiana AAC (AGOSCI)

Organização Internacional AAC (ISAAC)

Fonoaudiologia Austrália

Outras fontes: Sociedade Portuguesa De Terapia Da Fala: https://sptf.org.pt/quem-somos/ geral@sptf.org.pt

NICE. Clinical practice guideline for the assessment and prevention of falls in older people. https://www.rcn.org.uk/-/media/royal-college-of-nursing/…/pub-002771.pdf

Alzheimer’s Association. Dementia Care Practice Recommendations for Professionals Working in a Home Setting Phase 4. https://www.alz.org/national/documents/phase_4_home_care_recs.pdf

EPTA report 2019 Technologies in care for older people

World Health Organization, 2011.World report on disability.Pag 120.  ISBN 978 92 4 068521 5 http://www.who.int/disabilities/world_report/2011/report.pdf

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