Nada que eu não tivesse previsto, como pode se ver na crônica De pandemias e pandemónios de 11/3/2020, publicada em A Pátria, onde faço futurologia, raramente o faço, mas era o começo da pandemia e deveríamos prevenir, estranho é que não tivesse mais ninguém atento ao que se iria passar, e que se está passando. Entre outras: A tragédia indiana. (Dói-me ter razão!)

O modo de vida, por alimentarem-se nas ruas, seus ajuntamentos, a conurbação, e a enorme pressão demográfica, são os elementos que evidenciavam que o vírus seria muito mais transmitido, e, consequentemente transmissível na Índia. Só considerando o fator conurbação (os outros poderiam e poderão eventualmente ser alterados), imensos aglomerados humanos em cidades que se entrelaçam, via-se que estavam todos presos na imensa armadilha que é onde vivem. Não tomaram as medidas necessárias para prevenir essa inevitável situação e a fatalidade que daí adviria. Deu no que deu, a Índia contabiliza, e irá contabilizar um número extraordinário de mortes. [No Brasil é só estupidez mesmo! Já são 400.000.]

Crematório em Nova Délhi

Foto D.R. Getty Images

O que se está passando na Índia pode vir a ser um fenômeno global dentro em pouco, uma vez que esta pandemia poderá ser fenômeno que se repetirá na crise ambiental, que nos espera logo mais adiante. Sugiro também a leitura da Crônica ENSAIO GERAL (de 18/4/2020), esta no blog O Olho do Ogre, onde fica claro que esses horrores da pandemia pode ser apenas uma colher de chá do enorme e volumoso lago que se irá entornar sobre nós.

Mas a sanha devoradora do SARSCoV2 continuará forte na Índia, onde a incúria do governo, juntamente com o estilo de vida dos indianos, levou a tragédia, a que nem seus 333 milhões de deuses serão capazes de aplacar,  que chamamos de: A tragédia indiana.

Imagem de capa: Grupo de trabalhadoras da saúde com equipamento de proteção individual. (Foto D.R. Reuters)

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