“Eu estava muito ocupada. Por isso, desenhei em cinco minutos”, ou: o que esperar de um novo ano?

De que adianta ficarmos quantificando os filmes que vemos, os livros que lemos, ao invés de efetivamente apreciá-los? Tudo bem que, na maior parte das situações, isso advém de exigências externas, vinculadas ao agendamento midiático. Mas… Será mesmo que não dispomos de outras opções procedimentais, na execução daquilo que nos compete funcionalmente, em obrigações hebdomadárias, como a desta coluna, por exemplo? No filme “Look Back” (2024, de Kiyotaka Oshiyama), há uma situação em que uma personagem reclama que está entediada de tanto conceber mangás: “passo o dia inteiro desenhando-os e, mesmo assim, estou sempre longe de terminá-los. Prefiro voltar apenas a lê-los!”. Mais uma vez, não é casual que as interrogações estejam tão abundantes neste texto: elas converter-se-ão em ações.

DISFORIA WOKE: A DISTRAÇÃO DA ESQUERDA BRASILEIRA PARA PAUTAS RELEVANTES

Para iniciar esse artigo, há que se debruçar nas duas conceituações objetos do texto: disforia e woke. A disforia (em especial a de gênero) se dá quando uma pessoa com incongruência de gênero sofre em seu psicológico a maneira de lidar com tal condição, gerando depressão, ansiedade, isolamento social, entre outros sintomas. Em outras palavras, […]