Quando ver um filme torna-se uma necessidade sociológica ou a falibilidade proposital das convenções de gênero como evento (auto)crítico

Ao final da sessão, não faltarão hordas de espectadores e/ou críticos que apressar-se-ão em “explicar” os significados ocultos do versículo bíblico reiteradamente apresentado ao longo da projeção, o décimo primeiro versículo do capítulo 11 do livro de Jeremias, que prediz: “portanto, assim diz o Senhor: eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei”. O que este vitupério acrescenta à nossa leitura alardeada de um dos filmes mais fascinantes deste ano recém-iniciado?

Os vestígios da lusofonia invisível no Brasil

Depois de provar que a comunidade lusófona foi, no Brasil, objeto de forte invisibilização (por ausência) nos primeiros 20 anos da CPLP nos dois maiores jornais brasileiros (Folha de S.Paulo e O Globo), investiguei os rastros que ficaram desse movimento brasileiro de apagar os vínculos identitários com os demais países e suas lusofonias. Os vestígios […]